
“vambora seu moço, eu vô perder o trem”
Ta ai, essa é graça. Milhares de vozes, milhares de timbres cantando em perfeita harmonia.
“olha o cotonete.. é um real...”
Os acordes ficam por conta daquela enormes máquinas de metal rangendo, mexendo, embalando o sono de trabalhadores, trabalhadoras e crianças.
“moça bonita não paga, mas também não leva”
Diversidade. Palavra chave da central do Brasil, De prostitutas a executivos, de vagabundos a trabalhadores, ainda que suados. Tudo é uma mistura, tudo é a mais pura e perfeita alquimia que ferve no calor humano daquele caldeirão.
“pastel + caldo = 1 real. mate sua fome aqui”
Central do Brasil.
Central do universo.
Central do meu, do nosso universo.
Do universo do trabalhador suado, da prostituta marcando ponto, da mãe de família, da dona de casa, do ladrão, do pivete...
Central do nosso Brasil.
Central principal de tudo aquilo que é banal, normal, corriqueiro, ainda mais em “cidades grandes”.
“não me segura não, eu quero passar moço”
Esse Caldo de gente, que tem como tempero, o temperamento de todos. Caldo este que fervilha a cada troco errado, a cada trem perdido, a cada celular roubado.
“pega ladrão”
Lá vem ela.. lá vem a central... e fez mais uma vez, uma bolsa foi levada, uma carteira abatida... lá vem a central.

Um comentário:
E ae...
Então, o Daniel é mais caseiro... E sei que você ta tentando saber se ele é gay, hehehehe todos perguntam isso... Mas ele não é... Ele respeita muito, tem muitos amigos gays, mas ele mesmo num curte o babado... hehehe
Bom, continue acessando o nosso blog... O Dani agradece pelo seu carinho.
Postar um comentário