quinta-feira, 24 de julho de 2008

Manual de instruções


Antes de tudo eu quero saber quem aqui lê manual de instruções? Sabe, aquele livrinho que vem junto com o produto e que tira um monte de dúvidas sobre como aquele produto funciona. Então, você o lê?
Eu acho que devíamos ser assim também. Sempre tem um ou outro que dá uma de espertinho e diz: “pra que ler o manual? E só ir mexendo, uma hora acaba-se aprendendo” só que as pessoas às vezes não sabem que a garantia não cobre “defeitos por mau uso do cliente” e quando é colocado no conserto nunca volta do mesmo jeito.
Como ninguém é igual a ninguém, sempre tem aquele que lê o manual de instruções. Que sabe exatamente como agir se você está triste, que sabe qual botão tem que apertar para escutar aquela gargalhada gostosa, Essa pessoa vai saber com certeza a hora de “colocar óleo na maquina” para evitar futuros.... futuros... “futuros atritos”.
Algumas pessoas simplesmente sabem que se tem o manual, tem-se tudo!

Encontros e desencontros


Engraçado como essas coisas acontecem na nossa vida. Não? Quem nunca escutou a frase “ah, vai que eu encontro meu príncipe encantado na esquina?” temos sempre que esperar nossos encontros? Essa é a graça do encontro, agente pode marcar ou simplesmente sermos surpreendidos, deixando que o acaso e o destino ditem os passos.
Eu prefiro o desencontro, o misterioso desencontro. O desencontro mexe com um dos piores defeitos da humanidade. A curiosidade.
Que levante a mão aquele que nunca pensou:

“E se fosse eu?”
“E se eu o tivesse encontrado lá?”
“E se não fosse hoje?”
“E se tivesse sido antes?”
“E se tivesse sido em outro momento?”

A magia do desencontro mora na dúvida. Quantas vezes já não descobrimos que estávamos “tão perto, mas tão longe”.

“Poxa, se eu soubesse que você ia...”
“Se eu soubesse que você estava lá...”

Quem nunca, ao deparar-se com uma estrada de duas direções e uma só saída, pensou no que encontraria no final do caminho que não escolheu?
Mas a vida é assim, da mesma forma que é feita de encontros, é repleta de misteriosos desencontros.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Ponto singular na multidão


Como já sabem...
todos os textos que produzo/produzi eu passo pra formato digital e os entrego a minha professorinha de português....

e os posto no blog.
esse texto que segue... como outros dois, já postados, formam escritos em partes da minha vida...
mexendo em um caderno do segundo ano o achei....
é pqueno fiz no entervalo entre uma aula e outraA...

mas não o esqçoO


lá vaI


{...}
Ponto singular na multidão



Nunca fui como os outros. Sempre diferente, sempre.
De toda uma multidão destaca-se aquele que o ama com todo seu fervor.
Com seu mais ativo ardor e que trás nos olhinhos de esmeralda o brilho do mais puro amor, dispostos a serem polidos ao menor sinal do reflexo de tua imagem, mas também dispostos a perderem o brilho para o mundo, se assim fores tu, retirado da frente deles.

Trago nos meus cabelos os fios de amor e de esperança, que como eles, nascem da raiz mais profunda do meu ser. Nascem tímidos, acanhados, preguiçosos. Mas que logo mostram a sua força, seu brilho, e garra!

Trago nas mãos os calos de dor, dia após dia escrevendo cartas sem nunca as enviar.elas estão prontas para amparar as lágrimas de amor que por meu rosto passar.

Trago no coração AMOR incondicional! Amor vital, que transborda a veia mais longa, levando a Toda a parte do meu corpo mais e mais a cada momento de um sangue embriagado do teu ser.... é o sangue mais puro... o sangue que alimenta minha mente juvenil!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Ode a um verso




.
Versos métricos
Versos rimados
Servem para parar
Enfeitar e limitar
.
Prefiro meus versos...
Livres, ou presos.
Podem até ser versos
Em condicional de conduta
.
Prefiro meus versos...
Brancos, ou pretos.
Podem até ser versos
Mulatos, da cor do Pecado.
.
Quero aquilo que é meu
[Ou melhor] !
Quero aquilo que pode ser nosso
Como um troço
.
Basta que venha um traço e o troço se traça
Traz vida aquilo que da gente se tem de belo
O cotidiano
O dia
.
No dia se traz a beleza do verso
que nele traz imerso
como no fundo de um cantil
minha essência tão sutil.
.
Quero no verso encontrar
uma solução para amar
quero, e vou, no verso achar
um belo lugar para sonhar.
.
O que é belo
De um dia singelo
Em uma cadeira, de madeira, encostar...
Na encosta de um lindo Mar.




Cem minutos


Detalhes quero encontrar
E nos olhos castanhos sei que vou achar
No cabelo encaracolado? Uma tinta passar
E as unhas? Apenas cortar



Quero detalhes anotar
De uma caneta azul empunhar
E ela?
Do bolso esquerdo sacar!



Quero detalhes da mente obter
Que barreiras, posso eu, ainda temer.
Quero as fronteiras ultrapassar.
Como uma gaivota longe ao mar



Quero detalhes vasculhar
Da alma que a máscara cisma em tapar.
De tudo estarei atento
Até mesmo de um simples lamento



Quero detalhes perceber
Dos cem minutos a transcorrer
Das idéias loucas que vou ter
Para um dia uma poesia escrever.







Poema dedicado a Néia Albino